29 de fevereiro de 2012

A Perfeição do Amor na 1ª Epístola de João

O apóstolo João, no fim do primeiro século, escreveu contra as influências desmoralizantes do Gnosticismo primitivo na Igreja. Enquanto pretendiam estar na luz, no amor de Cristo, e em perfeição sem pecado, os Gnósticos cristãos defendiam o ódio e a licenciosidade na Igreja. João traçou as falsas reivindicações de tais crentes voltados a uma cristologia herética que separava Cristo da Sua concreta existência histórica e moral no corpo humano. Exaltando, portanto, a Cristo como o santo e justo (1João 2:1, 29; 3:3, 5, 7, 8), João retira uma poderosa conclusão: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1João 3:9).

O apóstolo João evidentemente proclama somente um amor cristão que consome o pecado na vida dos crentes. Quando os cristãos estão realmente em Cristo, e Cristo neles, eles andarão “na luz, como Ele está na luz” (1João 1:7). “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” (1João 2:4-6).
Assim, para João, perfeição é mais do que vida sem pecado; perfeição é uma comunhão moral e um relacionamento de amor dinâmico da alma com Cristo, revelando o mesmo carácter de santo amor como Cristo. Então, não haverá nenhum temor no coração para o Dia do Julgamento, ou vergonha quando Cristo aparecer na Sua santa glória: ” Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” (1João 4:17-19; ver também 2:28).

João enfatiza a verdade de que o amor cristão não é o fluxo natural do coração humano, mas o dom redentor de Cristo no cristão, que só pode amar desinteressadamente porque ele foi amado primeiro num maior amor por Cristo. O perfeito amor do cristão é o conceito que João tem de perfeição em acção. Isso origina-se de uma real união de amor da alma com Deus e Cristo. Portanto, aquele que é nascido de Deus não pode pecar ou odiar. João baseia a impossibilidade de pecar do crente, não no cristão como tal, mas na presença mantenedora de Cristo que, no mais alto sentido, é nascido de Deus (1João 3:9). “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca.” (1João 5:18).

Conquanto a alma esteja unida com Cristo e o Espírito de Cristo habita nele, esta alma não pode pecar, diz o apóstolo em 1João 3:9. O andar do cristão regenerado na luz não implica, contudo, numa consciência ou sentimento de santidade. Pelo contrário, o andar na luz significa uma contínua dependência da graça mantenedora e perdoadora de Deus.

É interessante que João usou o tempo presente quando ele escreveu aos cristãos baptizados: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1João 1:9). Por outras palavras, a vida vitoriosa do cristão não é o resultado automático de alguma natureza sem pecado nele. Não há justiça inerente no cristão antes da sua glorificação final no dia de Deus. Portanto, ele pode cair em pecado de novo, como aparece na consolação de João: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” (1João 2:1).

Longe de estar escrita como uma recusa para pecar ou para andar nas trevas, esta mensagem confortadora revela a consciência de que nos filhos renascidos de Deus a velha e pecaminosa natureza continua a operar, não deixa de lutar pela supremacia. O conhecimento de inerentes concupiscências da carne e dos olhos (1João 2:16) conduzirá o crente a um profundo arrependimento do coração e auto-condenação. Somente a confiança implícita na palavra de absolvição de um Deus que “é maior do que o nosso coração” (1João 3:20), enquanto andando em amorável obediência a Ele, poderá tranquilizar o coração diante d´Ele (1João 3:19).

Quando João distingue entre pecado mortal e pecado não mortal (1João 5:16,17), ele está continuando a doutrina do pecado do velho concerto, que diferenciava distintamente entre deliberado, presunçoso pecado e pecado inconsciente, não intencional que mais tarde motivava o arrependimento (Núm. 15:27-31; Sal.19:13,14). O apóstolo deseja esclarecer finalmente, que o cristão é guardado do pecado mortal ou presunçoso porque ele está a ser liberto desse caminho de pecado pela habitação do Espírito de Cristo. O filho de Deus não está mais sob o poder dominante do mal, como o mundo ainda está (1João 5:18-19). Ele está agora a viver em Cristo (v. 20), participando do amor de Cristo com seus companheiros crentes numa comunhão santa e feliz (1João 1:3-4).

Dr. Hans K. LaRondelle, A Ideia Bíblica de Perfeição.

28 de fevereiro de 2012

OS SEIS SELOS DO APOCALIPSE

Introdução: Quem ainda não ouviu falar dos 7 selos, os 4 cavalos e os 4 cavaleiros do Apocalipse? Todos nós certamente, talvez não saibamos que os três temas fazem parte da mesma janela espiritual. Oramos a Deus para que você, que ama os assuntos espirituais, possa neste estudo encontrar respostas às interrogações que vêm à superfície de toda a consciência sincera.
1- Quais são as características principais do primeiro selo?
Apocalipse 6:1-2.
Nota explicativa: O texto começa por mencionar “o Cordeiro”(São João 1:29) que é o centro da visão e João foi elevado ao centro do céu, ao trono do Deus Altíssimo. É bom o Apocalipse bem como todos os outros livros da Bíblia estarem organizados em capítulos e versículos, podemos desta forma ler as porções referenciadas. No entanto devemos ter em mente que no original não era assim, e que o capítulo 6 que estamos a estudar faz parte de um todo. Assim, em Apocalipse 5:7, vemos que Cristo toma o livro da mão de Deus, que está assentado sobre o trono. Estamos, pois, com São João no centro do Universo, onde tudo se revela.
Este livro ou rolo está fechado com sete selos. O livro é muito importante, leva-nos a pensar que nele estão escritas todas as coisas, certamente a história do Universo antes mesmo dela ter acontecido. Não quer dizer que as coisas tivessem que ter acontecido assim por imposição de Deus. Aconteceram assim porque tudo vai de causa para efeito. O homem foi seduzido pelo Diabo, a consequência foi o pecado, a rebelião e a perdição de um mundo maravilhoso que saiu das mãos de Deus e que se chama Terra com os seus habitantes. Um só, veio viver nela e nunca cometeu pecado. Um só, revelou o perfeito carácter de Deus. Um só, pode abrir cada selo do livro e revelar todas as coisas. O seu nome (Actos 4:12) é Jesus!
Ao abrir cada selo, é uma parte da história que se revela. O primeiro selo fala-nos dos acontecimentos da Igreja Primitiva (1º século – em simultâneo com o primeiro cavalo branco), pura, fiel, a que aceita o evangelho da salvação e o proclama com vigor e entusiasmo. Se queremos conhecer a doutrina de Cristo devemos estudar a Sagrada Escritura, pois nela está escrita pelos apóstolos, na época do cavalo branco e do primeiro selo.
2- Que acontece com a abertura do segundo selo?
Apocalipse 6:3-4.
Nota explicativa: A cor vermelha e os símbolos deste selo falam indiscutivelmente de derramamento de sangue. É o período das perseguições desencadeadas pelo império romano contra os cristãos que preferiram morrer a renunciar à fiel obediência aos princípios bíblicos. Este selo começa com a morte do último dos apóstolos e vai até ao ano 313. É o período da igreja de Esmirna. Deus serve-se do vermelho para descrever a guerra, o sangue derramado, a morte (Ezequiel 32:6,11; Jeremias 46:10; Naum 2:4).
3- O cavalo negro e o terceiro selo.
Apocalipse 6:5,6.
Nota explicativa: O cavalo preto que sai na abertura do terceiro selo fala-nos do período que se situa entre 313 e 538. Pactos entre o Império romano e a Igreja. É o período da Igreja de Pérgamo, milhões de pagãos entraram na igreja com as suas práticas e os seus cultos. Este estado levou á perseguição dos fiéis cristãos que continuavam a ter o Evangelho como regra de vida. Em 538, é oficialmente considerado o bispo de Roma como papa, começa a ser o senhor que gere os assuntos espirituais e temporais. Começa a assumir prerrogativas que só pertencem a Cristo e ao Espírito Santo. É pois tempo de luto!
4- O quarto selo, o cavalo amarelo, o inferno e a Morte.
Apocalipse 6:7-8.
Nota explicativa: Tudo o que se passou até aqui foi a introdução ao drama. O texto bíblico torna-se agora carregado de expressões de horror e aterradoras. De facto foi o que se passou, foi o inicio da Idade Média (538 com o tratado de Justiniano até 1517 inicio da Reforma). Se até aqui era o Estado que perseguia os filhos de Deus, agora é a própria Igreja que os persegue. Tempo de inquisição de tortura, a mais sofisticada. Tempo para queimar velhos, adultos, jovens e crianças. Tempo para queimar as grávidas e tempo de masmorra. Tempo de se acorrentar a Bíblia e queimá-la. Tempo de vergonha que nem o tempo pode apagar!
5- Quando foi aberto o quinto selo que São João viu debaixo do altar?
Apocalipse 6:9-11.
Nota explicativa: No altar de bronze do santuário no Antigo Testamento ofereciam-se os sacrifícios de animais. O sacrifício era queimado e o sangue era derramado na base do altar (Levítico 4:7). A vida ou a alma está no sangue (Levítico 17:11; Deuteronómio 12:23). O símbolo é claro: o sangue dos mártires fiéis que não aceitaram a paganização doutrinária oriunda do paganismo, é derramado como um sacrifício ao pé do altar, este altar representa o trono de Deus, estes mártires não foram e nunca serão esquecidos por Aquele em nome de quem eles ofereceram a vida.
Esse sangue simbolicamente clama a Deus, como o fez o sangue de Abel que foi morto por seu irmão Caim (Génesis 4:10).
As vestes brancas simbolizam a dignidade que lhes confere a justiça de Cristo (Apocalipse 19:8; 3:5; 7:14). Mas, embora tivessem ganho a vitória em Cristo, deviam descansar na tumba um pouco de tempo até que Jesus volte em Glória e lhes dê a recompensa (Hebreus 11:39-40).
6- Que representam os 4 acontecimentos que se passam durante o sexto selo?
Apocalipse 6:12-13.
Nota explicativa: 1- grande tremor de terra, 2- o sol escurece, 3- a lua torna-se em sangue, 4- as estrelas caem do céu. Esta é a sucessão dos acontecimentos na abertura do sexto selo.
• O grande terremoto do dia 1 de Novembro de 1755. Este tem sido identificado por todos os estudiosos bíblicos como o grande terremoto de Lisboa, considerado a pior catástrofe depois do Dilúvio bíblico. Bastaria dizer que, tendo o seu epicentro em Lisboa, foi sentido em toda a Europa, África e América. É um assunto sobejamente conhecido no nosso país, se necessitar de mais informações não hesite em contactar-nos.
• O escurecimento do Sol de 19 de Maio de 1780. Provocou o pânico e milhares de pessoas que o presenciaram consideraram que era o fim do mundo. Começou ao meio da manhã, o dia tornou-se escuro tendo sido necessário acender as candeias nas casas. As trevas cobriram grande parte da América do Norte e motivaram grande número de pessoas a estudar a Bíblia.
• A Lua torna-se em sangue no dia 19 de Maio de 1780. Era meia noite, as trevas inexplicáveis começaram a desaparecer. De um momento para o outro, a lua apareceu com um aspecto espantoso, era vermelha como o sangue.
• A queda das estrelas foi na noite de 13 de Novembro de 1833. Mais parecia o céu sacudido como quando se sacode um figueira carregada de figos maduros que caiem pelo chão, foi o que aconteceu nessa noite, mais de 200 000 estrelas caíram por hora. Estes quatro episódios deram início ao tempo do fim, o relógio profético soou e os sinais apareceram no céu, indicando a proximidade da Segunda Vinda de Cristo.
Saber que vivemos entre o versículo 13 e 14 do sexto selo do Apocalipse 6, leva qualquer pessoa sincera à reflexão e à expectativa de São Mateus 24:30. O sexto selo cobre o período da Igreja de Filadélfia e de Laodiceia. Ou seja meados do século 19 até à volta de Jesus.
1- Será este tempo, um tempo de terror e pavor?
João 3:17-8.
Nota explicativa: A Segunda Vinda de Jesus é o término do sofrimento e o início de um novo tempo (Apocalipse 21:3-4). Aqueles que se ampararem na graça salvadora receberão a vida eterna, isto é a vida de Deus, uma qualidade de vida que não tem comparação com a vida que agora vivemos. Aqueles porém que recusarem o convite de Cristo, têm sem dúvida razão para temer (Apocalipse 6:14-17).
2- Haverá outros Sinais esclarecedores do tempo em que vivemos?
Nota explicativa: Só Deus o Pai conhece o dia e a hora (São Mateus 24:36), podemos no entanto pela Sua Palavra identificar a época:
• Guerras (São Mateus 24:7).
• Lutas sociais (São Tiago 5:1-8).
• O último sinal (São Mateus 24:14).
3- O Sétimo Selo está prestes a abrir-se, quer saber do que trata?
Apocalipse 7:2-3.
Apelo: Para o cristão, a verdade, antes de ser uma doutrina, é uma Pessoa: “Eu sou a Verdade”. Deixe que esta Pessoa o toque com o Seu amor gratuito e suscite pelo Seu amor uma resposta livre mas plena de fé e certeza no futuro. Deus o/a abençoe!
ver 7º selo
Pr. José Carlos Costa

O SÉTIMO SELO ou a GLORIOSA VINDA de CRISTO

Introdução: Entramos por outra janela bíblica e iremos encontrar um conjunto de imagens simbólicas, carregadas, no entanto, de significado e de verdades que nos interessa com urgência descobrir. Estamos no capítulo 8 do Apocalipse que começa com “silêncio no céu”. Algo de solene e tremendo vai acontecer!

1- Porquê esta interrupção entre o sexto e o sétimo selo?
Apocalipse 7:9-17.
Nota explicativa: Antes da abertura do sétimo selo faz-se silêncio no céu para mostrar que Deus tem um povo leal, povo que foi resgatado pelo sangue do Cordeiro. Este povo manter-se-á fiel até ao fim pela graça e poder que vem de Cristo, apesar das torturas e terrores descritos (Apocalipse 6:17). A visão volta de novo à abertura do selo.

2- Apocalipse 8:1.
Nota explicativa: Há pois um grande contraste entre os acontecimentos espectaculares que acompanham a abertura dos seis selos. Agora há um silêncio, antes da abertura do sétimo. Este silêncio pode explicar-se de duas maneiras:
2-1 Alguns teólogos pensam que este silêncio no céu é causado porque antes da abertura do sétimo selo Jesus veio à Terra no cumprimento de São João 14:1-3. Portanto as hostes angélicas vieram com Ele, a esse facto se deve o silêncio.

2-2 Este silêncio no céu é provocado pela solene expectativa do que irá ser revelado na abertura deste selo. Até este momento a revelação não está completa. Há ainda acontecimentos solenes no conflito com o mal (voltaremos a este assunto com as 7 trombetas).

3- Analisaremos a vinda em Majestade de Jesus, como será?
Apocalipse 1:7.
Nota explicativa: Não há dúvida de que a promessa da 2ª Vinda de Jesus é o ponto central da proclamação de todos os Apóstolos e Jesus sublinha esse aspecto na visão que deu ao Seu amado Apóstolo.
4- Na culminação dos sinais da 2ª Vinda de Jesus, que aconteceria?
São Lucas 21:27.
Nota explicativa: No estudo anterior analisámos sinais extremamente importantes apresentados na abertura do sexto selo. Estes sinais são uma sinalética que chama a atenção para o maior acontecimento da História: Jesus volta (São Mateus 24:30).
5- Será que apesar do esforço feito pelos fiéis seguidores de Jesus, todas as pessoas estarão preparadas para se encontrar com Ele?
São Mateus 24:37-39, 48-51; II Coríntios 4:4.
Nota explicativa: Não quer dizer que comer, beber, casar, comprar, vender, plantar e edificar sejam coisas más. O realce está em que a mente que se ocupa exclusivamente com estas coisas, não daria nenhuma importância à vida futura, por isso não se preparam para se encontrar com Jesus.

A sua igreja está preocupada com a Volta Gloriosa de Jesus? Qual é o assunto que tem mais importância para os líderes da sua comunidade? Sabe porque não se fala? Porque o diabo não quer que vejamos essa verdade, pois nada comove mais uma pessoa sincera do que saber que há silêncio no céu, todo o céu, Pai, Filho, Espírito Santo e os Anjos virão para se encontrar com a Família da Terra. Não é isto extraordinário?

6- Que disseram os anjos da forma como viria Jesus?
Actos 1:10-11.
Nota explicativa: É desta forma que ensina a sua igreja, que Jesus virá da mesma maneira como os discípulos o viram ascender ao céu? Isto é de forma visível e palpável? Se alguém lhe disser que a Sua vinda é como um “arrebatamento secreto”, ou com os “olhos da mente”, poderá interrogar: “Podem os anjos de Deus mentir?” Foram anjos que pronunciaram as palavras de consolo aos discípulos quando Jesus os deixou para ir para a dextra do Pai.

7- Como fala São Paulo desta bendita esperança?
Filipenses 3:20; Tito 2:13.
7.1 E São Pedro?
II Pedro 1:16.
7.2 E São João?
I São João 3:2
7.3 O Apóstolo São Paulo não deixa que qualquer resquício de dúvida fique na mente dos seus leitores.
I Tessalonicenses 4:13-17.
7.4 Por que razão virá Jesus?
Apocalipse 22:12 (dar o galardão/recompensa).
7.5 Que dirão os que estão à Sua espera?
Isaías 15:9.
Nota explicativa: Deixámos a Bíblia falar, não quisemos de propósito interromper a sua conversa com a Palavra de Deus, certamente, foi uma conversa agradável e perfeitamente salutar. Então, resta-me despedir-me como sempre. Que Deus o/a abençoe!

Pr. José Carlos Costa

27 de fevereiro de 2012

Como entender a “peleja no Céu” mencionada em Apocalipse 12:7?

Apocalipse 12:7-9 diz: “Houve peleja no Céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no Céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos.” A alusão a “Miguel, o grande príncipe” em Daniel 12:1 (ver também Judas 9) sugere que Miguel seja o próprio Cristo, e não uma mera criatura angelical, como pretendem alguns intérpretes. Já o dragão é identificado, em Apocalipse 12:7, como sendo Satanás. Fica evidente, portanto, que a peleja no Céu ocorreu entre Cristo e Seus anjos, de um lado, e Satanás e seus anjos, do outro.

O conflito foi marcado por fortes acusações de Satanás ao governo de Deus, com referência especial à pessoa de Cristo. Descrevendo a estratégia de Lúcifer para persuadir os anjos celestiais, Ellen White declara: “Lúcifer havia a princípio dirigido suas tentações de tal maneira que ele próprio não pareceu achar-se comprometido. Os anjos que ele não pôde trazer completamente para o seu lado, acusou-os de indiferença aos interesses dos seres celestiais. Da mesma obra que ele próprio estava a fazer, acusou os anjos fiéis. Consistia sua astúcia em perturbar com argumentos sutis, referentes aos propósitos de Deus. Tudo que era simples ele envolvia em mistério, e por meio de artificiosa perversão lançava a dúvida sobre as mais claras declarações de Jeová” (Patriarcas e Profetas, p. 41).

Mas o conflito celestial não se restringiu apenas a uma luta de idéias. Apocalipse 12:7-9 afirma que houve “peleja” entre os seres celestiais, e que Lúcifer foi “expulso” do céu, não se achando mais lá o “lugar” deles. Essas expressões deixam evidente que houve um confronto físico que resultou em uma expulsão física das hostes rebeldes, e não apenas em uma expulsão ideológica do céu.

Ellen White descreve o conflito nos seguintes termos: “Todo o Céu parecia estar em comoção. Os anjos foram dispostos em ordem por companhias, cada divisão com o mais categorizado anjo à sua frente. Satanás estava guerreando contra a lei de Deus, por causa da ambição de exaltar-se a si mesmo, e por não desejar submeter-se à autoridade
do Filho de Deus, o grande comandante celestial.
“Todo o exército celestial foi convocado para comparecer perante o Pai a fim de que cada caso ficasse decidido. Satanás ousadamente fez saber sua insatisfação por ter sido Cristo preferido a ele. Permaneceu orgulhoso e instando que devia ser igual a Deus e introduzido a conferenciar com o Pai e entender Seus propósitos. Deus informou a Satanás que apenas a Seu Filho Ele revelaria Seus propósitos secretos, e que requeria de toda a família celestial, e mesmo de Satanás, que Lhe rendessem implícita e inquestionável obediência; mas que ele (Satanás) tinha provado ser indigno de ter um lugar no Céu. Então Satanás exultantemente apontou aos seus simpatizantes, quase a metade de todos os anjos, e exclamou: ‘Estes estão comigo! Expulsarás também a estes e deixarás tal vazio no Céu?’ Declarou então que estava preparado para resistir à autoridade de Cristo e defender seu lugar no Céu pelo poder da força, força contra força” (História da Redenção, p. 17, 18).

Em realidade, “houve então guerra no Céu. Anjos se emprenharam em batalha; Satanás desejava derrotar o Filho de Deus e os que estavam submissos a Sua vontade. Mas os anjos bons e leais prevaleceram, e Satanás, com seus seguidores, foi expulso do Céu” (Ellen White, Primeiros Escritos, p. 146). Essa batalha e essa expulsão não foram meramente uma questão de discórdia ideológica, como alegam alguns, pois “as batalhas entre os dois exércitos [de anjos bons e anjos maus] são tão reais como as travadas pelos exércitos deste mundo, e do resultado do conflito espiritual dependem destinos eternos” (Ellen White, Profetas e Reis, p. 176).

Artigo de autoria do Dr. Alberto Timm Revista do Ancião (outubro – dezembro de 2007).
Posted on 07/01/2012by Blog Sétimo Dia

24 de fevereiro de 2012

Perfeição de Consciência na Carta aos Hebreus

De todos os escritos do Novo Testamento, a epístola aos Hebreus mais explicitamente faz da perfeição o seu tema, apontando constantemente ao Cristo glorificado como o único Mediador da graça perdoadora e poder santificador. Perfeição cristã constitui a idéia unificadora central de toda carta. Isto significa que o ministério sumo-sacerdotal de Cristo no templo celestial “pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” (Heb. 7:25).

Desde o começo, o autor tenta provar, com base no Antigo Testamento, que o ministério de Jesus Cristo como o Rei Sacerdote Messiânico é de uma qualidade e eficácia superior ao sacerdócio levítico. Seu argumento se centraliza na mediação da perfeição: “Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico … que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?” (Heb. 7:11).

Ele apela repetidamente à significante promessa de Sal. 110:4 (Heb. 5:5-6; 7:17,21), que implicava a ab-rogação do sacerdócio levítico. Acentuando o fato inegável da ineficácia de muitos sacrifícios de culto para afirmar que estes “no tocante à consciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto” (Heb. 9:9), o autor exalta o todo-suficiente sacrifício de Cristo, feito uma vez por todas, e Sua mediação, que pode aperfeiçoar ou purificar as consciências acusadoras dos crentes (Heb. 9:14).

O autor não queria dizer que o primeiro concerto não conhecia a realidade desta experiência expiatória no coração, mas somente que sacrifícios de animais em si não podem remover pecados (Heb. 10:1,4). Os sacrifícios do culto e sacerdotes do Antigo Testamento, como tais, nunca poderiam aperfeiçoar ou purificar o coração humano do poder contaminador do pecado.

Mas Cristo por Sua única oferta “aperfeiçoou (tem aperfeiçoado) para sempre a quantos estão sendo santificados” (Heb. 10:14). Pelo tempo verbal perfeito (“tem aperfeiçoado”), o autor deseja mostrar a eficácia sempre permanente da única oferta de Cristo de Seu corpo, única e uma vez por todas. Isto estabelece a superioridade, a mais poderosa eficácia do novo concerto (Heb. 7:22). Na base do sacrifício de Cristo, todo adorador pode obter diariamente uma consciência limpa ou perfeita, isto é, uma consciência que tem um perfeito relacionamento com Deus, sendo purificada da culpa e do poder contaminador de pecado não perdoado.

Tal reconciliação torna todos os outros sacrifícios supérfluos (Heb. 10:18), desde que a alma possa achar o repouso da graça, aproximando-se de Jesus com confiança. De Seu trono de graça é dada misericórdia e graça “para ajudar em tempo de necessidade” (Heb. 4:16) a fim de que os cristãos possam render pleno e aceitável serviço a Deus e a seus semelhantes. Contudo, a perfeição final será experimentada somente quando os santos virem o Senhor em Sua glória. Portanto, a expectação do julgamento e aparecimento de Cristo (Heb. 9:28) intensificam a ordem para perseverar no caminho da santificação. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Heb. 12:14).

Caminhando como peregrinos a uma pátria melhor, os fiéis e perfeitos não serão “duros de ouvidos” ou “tardios”, mas permanecerão receptivos e atentos, crescendo continuamente em conhecimento religioso e teológico, e distinguindo o bem do mal pela vida diária (Heb. 5:11-14; 6:11,12).

Dr. Hans K. LaRondelle, A Idéia Bíblica de Perfeição. Tradução: Pr. Roberto Biagini.

A Escada da Perfeição Cristã de II Pedro

O apóstolo Pedro aponta a necessidade de o cristão frutificar no conhecimento de Deus. Contra as heresias destrutivas dos falsos ensinadores manifestando-se em licenciosidade moral e desprezo de autoridade (2Ped. 2:2,10), Pedro trata especificamente sobre o propósito moral prático da graça e conhecimento de Jesus Cristo. Em particular ele está interessado na necessidade de santificação progressiva no caminho da salvação final. Tal progresso ele vê como o pré-requisito para a entrada no eterno Reino de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ped. 1:11).

Em visão da realidade do dia vindouro do julgamento e da destruição dos ímpios, tão certo como aquele que veio ao mudo antediluviano e sobre Sodoma e Gomorra, Pedro veementemente convoca aos cristãos a viverem santa e piedosamente “sem mácula e irrepreensíveis” (2Ped. 3:7,10-11,14). Ele resume a sua epístola em seu apelo sempre desafiador: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2Ped. 3:18; ver também 1Ped. 2:2).
Crescimento significa progresso. Mas como pode o crescimento ser cultivado pelos crentes, se isso é basicamente um dom de Deus (1Cor. 3:7)? A resposta é apresentada em 2Ped. 1:3-8, onde o apóstolo desenvolve sua notável escada da perfeição, na qual cada cristão precisa avançar constantemente, a fim de ser um cristão vivo (v. 8), preparado para o Reino eterno de Cristo (v. 11).

Pedro acha a sua escada de santificação no reconhecimento de que de Deus, “pelo Seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude…” (v. 3). Em outras palavras, no reconhecimento de que toda a vida de fé e bondade é um dom do poder e graça divinas. Este poder e graça Deus nos comunica através das “Suas preciosas e mui grandes promessas” (v. 4) como transmitidas pelos profetas de Israel nas Santas Escrituras do Antigo Testamento e confirmadas por Jesus Cristo (v. 19; João 5:39).

O propósito salvador e santificador das promessas do concerto gracioso de Deus é “para que por elas possais escapar da corrupção das paixões que há no mundo e vos torneis co-participantes da natureza divina” (v. 4), uma forte expressão para a perfeição do carácter cristão. Desde que o carácter é formado pelos actos do homem, o homem é chamado a participar ativa e sinceramente na apropriação pessoal da prometida graça, colocando em operação os poderes das promessas do concerto. Isto fará sua fé em Deus e em Cristo moralmente efetiva e frutífera, desde que Deus é santo, justo, misericordioso e fiel.
Sob este fundamento redentor, Pedro exorta a todos os cristãos a prosseguir da fé à virtude, ao conhecimento, ao domínio próprio, à perseverança, à piedade, à fraternidade e ao amor – todos virtudes e atributos divinos. “Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.” (2Ped. 1:5-8).

O teor da enumeração desta série de virtudes não se propõe a sugerir uma síntese de virtudes desconexas que possam ser atingidas somente uma após outra. Sua intenção é antes um chamado a cultivar e desenvolver plenamente a graça e o conhecimento de Cristo como Salvador em um caráter cristão maduro (compare com Gál. 55:22-23). Contudo, o perigo de começar a confiar no poder do homem e de perder de vista a Jesus ameaçará sempre o progresso cristão. Pedro, portanto, termina sua carta significativamente com o enfático conselho para crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Ped. 3:18). Assim, Pedro está lembrando o conselho do Senhor no Antigo Testamento: “O que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” (Jer. 9:24).
O apóstolo Pedro, portanto, não está estimulando qualquer adição de virtude a virtude em uma disciplina de auto-cultura ou auto-ajuda, mas ele está chamando aos cristãos a seguir os passos de Jesus Cristo como o seu grande Exemplo de caráter (1Ped. 2:21). Em comunhão com Cristo, eles podem e de fato, alcançarão vitória sobre cada pecado e atingirão nesta vida o padrão da perfeição do caráter cristão. Se as virtudes da fé estão faltando em um cristão, Pedro diz, então o crente está ainda cego e míope, tendo perdido a visão da “purificação dos seus pecados de outrora” no batismo (v. 9); sim, até esquecido o propósito do chamado e eleição celestiais. “Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2Ped. 1:10-11).

Contemplando estas palavras, Ellen G. White confiantemente, exclama: “Preciosa segurança! Gloriosa é a esperança oferecida ao crente, quando ele avança pela fé em direção às alturas da perfeição cristã!” (Atos dos Apóstolos, p. 33).

Cada cristão é colocado sob o santo privilégio e obrigação da graça de Deus de lutar por santidade, participar da natureza divina e revelar na concreta realidade de sua vida social um constante crescimento na graça e conhecimento de Cristo. Este amadurecimento do caráter cristão na semelhança de Deus é perfeição cristã em ação. Assim, o cristão pode participar na alegria e beleza da santidade, preparando-se a si mesmo para “novos céus e uma nova terra, nos quais habita justiça” (2Ped. 3:13). “A Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” (v. 18).

Dr. Hans K. LaRondelle, A Ideia Bíblica de Perfeição, Tradução:Pr. Roberto Biagini

22 de fevereiro de 2012

Os Estados Unidos no Contexto do Apocalipse


Como entender o enorme poder e influência do papado no mundo contemporâneo, o que é uma prova de que já estamos vivendo na segunda fase de sua supremacia. No entanto, o que temos visto até agora é somente a ponta do iceberg, pois os seus planos vão muito além do que imaginamos. A seguinte declaração, feita pouco antes da queda do comunismo pelo ex-sacerdote jesuíta Malachi Martin, nos mostra isso:
“Voluntária ou involuntariamente, prontos ou não, todos estamos envolvidos numa tripla competição global, sem exageros… A competição serve para ver quem estabelecerá o primeiro sistema mundial de governo, que dominará todas nações…”.
“Aqueles de nós que temos menos de 70 anos veremos instaladas pelo menos as estruturas básicas do novo governo mundial. Os que têm menos de 40 anos, com certeza, viverão sob sua autoridade e controle legislativo e judicial…”.
“Este poder possuirá toda a autoridade, detendo o dobro da autoridade e controle sobre cada um de nós como indivíduos e sobre todos como uma comunidade; sobre os seis bilhões de habitantes que os demógrafos prevêem que haverá neste planeta no início do terceiro milénio…”
“Não é exagero dizer que o propósito do pontificado é ser o vencedor desta competição que já está acontecendo”..[a]
Malachi Martin garantiu há mais de uma década que uma Nova Ordem Mundial será instituída em nossos dias. Segundo seu ponto de vista, os mais fortes candidatos para obter o controle mundial soa: o papado, representado por João Paulo II; o comunismo, representado por Mikhail Gorbatchev e o Ocidente capitalista, representado pelos Estados Unidos.[b]
Em 1989, vimos com assombro como os Estados Unidos e o Vaticano fizeram uma “Santa Aliança” para destruir o poder comunista. Em consequência disso, o terceiro competidor havia sido eliminado, ficando somente estas duas “superpotências”.[c]
Qual das duas conseguirá impor a Nova Ordem Mundial? O que a Bíblia diz a respeito?
“E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada” (Ap 13.11-12)
Essa passagem nos assegura que a primeira besta, cuja ferida mortal foi sarada, será adorada pelos habitantes do mundo inteiro, o que nos permite concluir que será o papado que finalmente governará na Nova Ordem Mundial. [d] Como esse poder será conquistado? A profecia diz que isso não será feito solitariamente; existe outra nação igualmente poderosa que a apoia e sustenta. Quem a besta representa? Para essa identificação, faremos uma relação das suas principais características:
É um reino: Assim como a besta de sete cabeças e dez chifres, essa besta deve representar um reino [e]
Surgiu em uma região distante da Europa: Essa besta não surgiu do mar como as outras, o que é um claro indício de que não é uma nação europeia.
Surgiu de forma pacífica: Ao falar do surgimento da besta, a Bíblia não menciona mares tormentosos ou ventos tempestuosos como símbolos das conquistas. Pelo contrário, tanto sua aparência como o modo com que se
levantou difere grandemente das bestas que já estudamos. Ela se apresenta com características tomadas de um cordeiro, animal que se destaca pela sua mansidão e humildade. Deduzimos, portanto, que diferentemente das demais, essa nação não surgiu como resultado de revoluções, guerras ou conquistas.
Surgiu em uma região praticamente despovoada: Essa besta não surgiu do mar, mas “da terra”. Se levarmos em consideração que o mar representa “povos, multidões, nações, e línguas”[f] e que a terra é um local onde há poucas águas, podemos concluir que esse reino foi erguido em uma região que, até então, se encontrava despovoado.
O território onde essa nação se levantou serviu de refúgio para os perseguidos da Idade Média: O capítulo 12 do Apocalipse nos apresenta a perseguição que os filhos fiéis de Deus tiveram de suportar durante os obscuros anos da Idade Média, com as seguintes palavras: “E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem. E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar”.[g]
Aqui, o dragão representa Satanás atuando através de Roma; [h] a mulher representa a igreja fiel;[i] tempo, e tempos, e metade de um tempo é o mesmo que os 1260 anos da supremacia papal;[j] e a água simboliza a multidão dos povos que se levantaram para perseguir.[k] Em outras palavras, essa passagem representa a perseguição a que foi submetida à Igreja fiel durante a primeira fase do papado. O que acontecerá depois? Vejamos: “E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca”[l] A terra (a região despovoada da qual falamos no tópico anterior) ajudou a mulher! Portanto, o mesmo território do qual se levanta a nação representada pela besta de dois chifres, serviu de refúgio aos protestantes que fugiam da perseguição religiosa do papado na Europa.
Era uma nação jovem em 1798: Essa besta tem chifres como um cordeiro. Chamamos de cordeiro a um macho de ovelha que está iniciando sua juventude.[m] João viu essa besta subir da terra bem depois que a primeira recebeu sua ferida mortal,[n] o que significa que, no mesmo instante que o papado sucumbia, a nação aqui representada encontrava-se crescendo e fortalecendo-se.
É uma nação com liberdade civil e religiosa: “Tinha dois chifres tal como um cordeiro…” Quando estudamos Daniel 8 vemos que ali também aparece uma besta com dois chifres. Ali, a besta é um carneiro e os seus chifres representam os medos e os persas que se uniram para formar o Império Medo-persa.[o] Baseado no que foi dito anteriormente, poderíamos concluir que os dois chifres da besta que sobe da terra simbolizariam duas nações que se unem com o objetivo de formar um grande império. Sem dúvida, o Apocalipse revela que neste caso a regra não pode ser aplicada. Antes de qualquer coisa, os dois chifres são semelhantes aos chifres do cordeiro. Apocalipse 5.6 nos diz que o cordeiro que foi imolado tem sete chifres. É evidente que, neste ponto, o cordeiro não simboliza um reino, mas o símbolo de Jesus.[p] Samuel 2.10 falando sobre ele, disse: “SENHOR… dará força ao seu rei, e exaltará o chifre do seu ungido”.[q] A palavra chifre, aqui utilizada, é símbolo do poder e majestade de Jesus. Sete chifres indicariam a plenitude e magnificência desse poder.
Os dois chifres semelhantes aos do cordeiro devem representar os dois princípios referentes ao governo que Jesus Cristo ensinou quando esteve na terra, que são: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.[r] Em outras palavras, os assuntos da Igreja não devem se misturar com os assuntos do Estado. Estes dois chifres devem representar um governo cujos fundamentos sejam a liberdade civil e a liberdade religiosa.
Tornou-se potência durante a segunda fase do papado: “E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada”. Essa passagem indica que esse poder deve exercer sua autoridade na presença do papado depois de sua ressurreição em 1929. Essa nação deve ser muito importante nos dias atuais!

Os Estados Unidos no Contexto Profético

Na primeira parte deste tema centramos a nosso atenção na identificação da segunda besta de Apocalipse 13, agora nos deteremos na maneira em que esta nação conseguirá que o mundo entregue o seu poder ao papado. Para conseguir um entendimento claro desta parte, analisaremos detalhadamente cada versículo:

A voz de dragão.
“Depois vi outra besta que subia da terra. Tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas falava como um dragão” (Apocalipse 13:11).

O texto revela que os nobres atributos de cordeiro que caracterizaram aos Estados Unidos durante seus primeiros anos de existência, se verão finalmente opacados quando este comece a falar como dragão. Que significa falar como dragão? O capítulo 12 de Apocalipse nos dá algumas pistas:

“E foi lançado fora o grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, o qual engana ao mundo inteiro. Foi lançado à terra e seus anjos foram lançados com ele… Quando o dragão viu que tinha sido lançados à terra, perseguiu à mulher que tinha dado a luz ao filho varão… E a serpente lançou de sua boca, após a mulher, água como um rio, para que fosse arrastada pelo rio” (Apocalipse 12:9,13,15).

Esta passagem declara que o dragão é Satanás e que a forma na qual ele fala é lançando água da sua boca. As multidões são representadas aqui pelas águas, [a] aparecem sendo lançadas depois da mulher que como já estudamos, representa à igreja fiel. [b] O significado do texto não deixa dúvida alguma: o falar do dragão representa a perseguição de Satanás na contramão da Igreja de Cristo, por tanto, o fato de que a profecia diz que a segunda besta finalmente falará como dragão, quer dizer que, ao igual que o papado, a nação dos Estados Unidos imporá alguma lei que atrairá a perseguição sobre os filhos fiéis do Deus vivo. [c]
O fogo do céu
“Exerce toda a autoridade da primeira besta em presença dela, e faz que a terra e seus habitantes adorem à primeira besta, cuja ferida mortal foi curada. Também faz grandes sinais, de tal maneira que inclusive faz descer fogo do céu à terra diante dos homens” (Apocalipses 13:12,13).

A profecia afirma que esta nação fará grandes sinais com o fim de conseguir que o mundo inteiro adore ao papado. Estas serão tão grandes que ainda fará descer fogo do céu à terra adiante dos homens. Será literal este fogo? Estará falando aqui de algum bombardeio ou de uma guerra nuclear? O segundo livro dos Reis nos ajudará no entendimento do texto

“Elias respondeu ao capitão de cinquenta: -Se eu sou homem de Deus, que desça fogo do céu e te consuma com teus cinquenta homens. E desceu fogo do céu que o consumiu a ele e a seus cinquenta homens” (2 Reis 1:10).
O profeta Elias fez cair fogo do céu com o fim de demonstrar que era um homem de Deus. O fato de que se diga o mesmo dos Estados Unidos, significa que esta nação afirmará falar no nome de Deus e que grandes sinais de índole sobrenatural aparecerão para apoiar essa pretensão. ¡O mundo inteiro crerá que Estados Unidos estará a cumprir os desígnios divinos quando ordene entregar o poder ao papado! É por esta razão que o Apocalipse lhe chama “o falso profeta”:
“A besta foi lançada, e com ela o falso profeta que tinha feito adiante dela os sinais com as quais tinha enganado aos que receberam a marca da besta e tinham adorado sua imagem…” (Apocalipse 19:20).

Uma imagem da primeira besta

“Engana aos habitantes da terra com os sinais que se lhe permitiu fazer na presença da besta, dizendo aos habitantes da terra que lhe façam uma imagem à besta que foi ferida de espada e reviveu. Se lhe permitiu dar vida à imagem da besta, para que a imagem falasse e fizesse matar a todo o que não a adorasse” (Apocalipse 13:14,15).

Observe que a imagem da besta é uma entidade diferente às duas bestas anteriores e que surge como resultado das concessões da segunda besta com os habitantes da terra. Que representa esta imagem? Se temos em conta que uma imagem é uma cópia tomada de um original, isto quer dizer que como resultado dos acordos conseguidos entre os Estados Unidos e as demais nações da terra, se levantará um movimento com as mesmas características opressivas do papado. Prova disto é encontrada na mesma passagem, o qual diz que a imagem, ao igual que a igreja medieval, fará matar a todo aquele que não se submeta aos seus ditames.

A primeira besta surgiu como resultado da união ilícita entre a Igreja e o Estado. [d] O contexto desta passagem permite ver que esta situação se repetirá, pois mostra à grande nação Norte-americana associando-se com os demais reis da terra com o fim de legislar em assuntos de índole religioso.
Tendo em conta que o poder representado pela imagem da besta é similar à primeira besta (o papado) e que a religião oficial dos Estados Unidos é o protestantismo, podemos concluir que este sistema opressivo mundial se levantará como resultado da união ilícita da Igreja protestante e o governo dos Estados Unidos. É muito triste ter que dizer isto, pois eu mesmo sou protestante, mas é o que o Senhor revelou que sucederá quando os membros das igrejas se associem com o mundo em seu afã de converter à humanidade. No entanto, vale a pena aclarar que neste grupo de protestantes não estarão os sinceros filhos de Deus, pois estes sairão de entre eles e se unirão ao remanente fiel.

Impõe-se a marca da besta
“E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, se lhes pusesse uma marca na mão direita ou na testa, e que nenhum pudesse comprar nem vender, senão o que tivesse a marca ou o nome da besta ou o número de seu nome” (Apocalipse 13:16,17).

Muito se especulou a respeito da marca da besta; alguns pensam que é o código de barras que se implementou para reconhecer mediante laser o preço dos alimentos. Outros, pensam que esta marca ainda está no futuro e que consistirá num microchip inserido na testa ou a mão de cada ser humano.
Quem tem a razão? Primeiro devemos lembrar que o Apocalipse é um livro simbólico e que cada detalhe descrito ali é tão só a representação de algo real e tangível. Também devemos ter em conta que aqui o que se impõe é uma marca pertencente à primeira besta, que é o papado. O que têm os códigos de barras ou microchips a ver com as questões religiosas do papado? Obviamente, nada. O que realmente apresenta a passagem é aos Estados Unidos fazendo que se coloque uma “marca” de origem católica na testa ou na mão de todos os habitantes da terra. Mas, em que consistirá esta marca? Para averiguá-lo devemos pesquisar primeiro em que consiste o selo de Deus, pois este aparece juntamente com a marca da besta, sendo simultaneamente colocado na testa dos que permaneceram fiéis a Deus:

“Vi também outro anjo, que subia da nascente do sol e que tinha o selo do Deus vivo. Clamou com grande voz aos quatro anjos a quem se lhes tinha dado o poder de fazer dano à terra e ao mar, dizendo: `Não danifiqueis à terra nem ao mar nem às árvores até que tenhamos selado em suas frontes aos servos de nosso Deus’. E ouvi o número dos selados: cento quarenta e quatro mil selados de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apocalipses 7:2-4).
A seguinte passagem revela com clareza em que consistirá o selo que os 144.000,[e] receberão em suas frontes:
“Depois olhei, e vi que o Cordeiro estava de pé sobre o monte de Sião, e com ele cento quarenta e quatro mil que tinham o nome dele e o de seu Pai escrito na testa” (Apocalipse 14:1).

O nome do Cordeiro e o de seu Pai! O selo de Deus consiste em ter o nome de Deus na testa. Esta figura é uma clara alusão ao selo que, com o nome de Deus, era colocado sobre a testa do sumo-sacerdote sucessivamente no antigo testamento:

Farás ademais uma lâmina de ouro fino, e gravarás nela como gravação de selo , SANTIDADE A JEHOVÁ . E a porás com um cordão de azul, e estará sobre a mitra; pela parte dianteira da mitra estará… e sobre sua frente estará continuamente, para que obtenham graça adiante de Jeová .” (Êxodo 28:36-38. RVR60).
É importante notar que este selo devia estar preso a um “cordão de azul”, este era o único meio mediante o qual o selo podia permanecer na testa do sumo-sacerdote. Que representa este cordão de azul?

21 de fevereiro de 2012

ESTUDO DE APOCALIPSE 15

Podemos ver a crise final no capítulo 14 quando estas uvas se juntam à volta da cidade. Deus derrama sobre eles a Sua ira. E o que é, na verdade, a ira de Deus? Sem dúvida alguma que são as pragas – v.1.
Depois desta crise, quando os justos estão na cidade protegidos por Deus e os injustos do lado de fora, onde estes justos se encontram mais especificamente? A resposta é: - “E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, da sua imagem, do seu sinal e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro e tinham as harpas de Deus” – v.2. Estes encontram-se na “montanha”, isto é, no reino eterno, no Céu. Devemos acrescentar um pormenor que não se descreveu anteriormente. O capítulo 14 terminou a falar do grande lagar da ira de Deus. Agora, após os salvos estarem no monte Sião são descritas as pragas “onde são consumadas a ira de Deus”. O relato volta, de novo, atrás para falar do quanto se passou quando a ira de Deus foi derramada.
Como é possível descrever os justos no Céu, que é um evento posterior, quando nada se sabe das pragas – a ira de Deus – que deverá acontecer anteriormente? A seguir, o vidente de Patmos volta atrás para explicar o porquê do quanto foi dito, antecipadamente. Em 1º lugar – João fala do resultado da ocorrência – o efeito das pragas; em 2º lugar – o vidente conta o que, na verdade, aconteceu para explicar o que foi relatado anteriormente. Aqui, neste capítulo, as pragas não são abordadas. Neste capítulo fala-se de um período em que o templo já terminou a sua actividade intercessora a favor dos pecadores, ou seja – o fecho da Porta da Graça – o qual ocorrerá, obviamente, antes da 2ª vinda de Cristo.
No versículo 8 é dito: - “E o templo encheu-se com o fumo da glória de Deus e do seu poder; e ninguém podia entrar no templo, até que se consumasse as sete pragas dos sete anjos”. Este texto refere que o templo se encheu de fumo; mas qual a razão para este facto? Isto significa que, no templo, já não existe mais ministério de intercessão. É o fecho da porta da Graça.

19 de fevereiro de 2012

APOCALIPSE 14 E OS 144.000

Vejamos, desde já, o v. 1: - “Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai”. Assim sendo, o que se seguirá à crise final? É evidente que, tal como o próprio texto refere – “o monte Sião” – a montanha. Eis aqui a mesma montanha de Daniel 2. Aqui, Cristo não está só, mas acompanhado dos vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome. Cristo, em Daniel 7.27 recebe o reino e com Ele os santos. Aqui, em Apocalipse 14.1, Cristo está sobre o monte Sião com os 144.000 selados nas suas testas para contrastar com o grupo anterior que tinha a marca da besta.
Agora falta o Juízo. E onde podemos vê-lo? Não esqueçamos que o capítulo 12, comporta todo o conflito do princípio até ao fim. No entanto, há certos pormenores que neste capítulo não estão mencionados. No capítulo 13, o vidente irá acrescentar mais alguns detalhes do Antigo Testamento e os relaciona com Daniel. Depois acrescenta mais coisas do período do dragão, do período dos 1260 anos, do domínio da besta; fala mais do poder que é a – terra – e qual o seu papel na História, como país cristão; fala da perseguição do povo de Deus e apresenta-o vitorioso sobre o monte Sião com Cristo. O capítulo 13, portanto, repete o capítulo 12, só que lhe acrescenta mais detalhes. O que é que faz Daniel 7 em relação a Daniel 2? Repete-o. E o que faz Daniel 8 com o capítulo 2 e o 7? De novo, repete. E o que faz Daniel 11 com os capítulos 2 - 7 – 8. De novo, retoma-os.
Os capítulos 12 e 13 não mencionam o Juízo. No capítulo 14, é necessário falar do Juízo que se realizou antes da 2ª vinda de Cristo. Vejamos: - (v.6)- “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo o evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, a cada nação, tribo, língua e povo. (7)- Dizendo em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas” – Apocalipse 14. Qual será a razão por que a mensagem do 1º anjo apele para adorar o Criador? A razão é muito simples, pois no capítulo anterior a besta ordena que seja adorada a besta e que seja recebido o seu sinal – o Domingo – 1º dia da semana. Agora a mensagem regressa ao período da pregação Milerita, ou seja, a mensagem do 1º anjo, do Sábado, convidando as pessoas a saírem de Babilónia; alertando-as para que não recebam a marca da besta. Agora irá ser descrita qual a mensagem que receberam aqueles que permaneceram firmes na guerra final.
Vejamos o versículo: - “(7)- Dizendo em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas” – Apocalipse 14. Que Deus é este? O Deus Criador. E qual é o sinal do Criador? Como já vimos, é o Sábado. Não se pode adorar Deus sem guardar o Sábado. Afinal, por que adoramos Deus? Porque Ele nos fez. E que sinal me deu na qualidade de meu criador? Claro, o Sábado. Assim, a mensagem do 1º anjo diz: - “é chegada a hora do seu juízo”. Agora, guarde-se bem o Seu santo dia, dai-lhe glória porque o seu juízo chegou.
Neste capítulo existem estes elementos suplementares: - 1- os salvos chegaram ao monte Sião; 2- Que foi dada a mensagem do Juízo; 3- que este faz a separação entre os que adoram Deus e os que o não

17 de fevereiro de 2012

Criação e Dilúvio implicações da mensagem do primeiro anjo de Apocalipse 14:7

Um estudo recente d Jon Pulien,professor de Novo Testamento, mostra que a linguagem da última parte de Apocalipse 14:7 : "adorai aquele que fez o céu ea terra e do mar" (NVI), alude à linguagem do quarto mandamento, em Êxodo 20:11
Apocalipse 14:7 : "adorai aquele que fez o céu ea terra e do mar" (NVI), alude a a linguagem do quarto mandamento, em Êxodo 20:11 . 1 Em parte, a passagem Apocalipse realiza esta alusão significativa, listando, na mesma ordem, quatro dos termos idênticos que aparecem no texto do Êxodo. Paulien oferece a seguinte conclusão sobre a certeza da alusão: "A evidência cumulativa é tão forte que um intérprete pode concluir que não há nenhuma alusão direta ao Antigo Testamento em Apocalipse que é mais certo do que a alusão ao quarto mandamento em Apocalipse 14:07 . Quando o autor do Apocalipse descreve apelo final de Deus para a raça humana no contexto da decepção do fim dos tempos, ele o faz em termos de um convite à adoração do Criador no contexto do quarto mandamento. " 2

Com base na conclusão Paulien, o presente ensaio oferece o diagrama na página ao lado para ilustrar como a alusão também parece endossar um literal, Criação em seis dias histórica.

O diagrama ilustra que, aludindo ao texto integral cosmológica de Êxodo 20:11 , a alusão apoia o conceito de Criação em seis dias. Apesar de não reescrever uma porção das Escrituras, a linha pontilhada no diagrama indica a fonte bíblica para a inserção entre colchetes do conceito importante implícito nas quatro primeiras palavras da alusão, em Apocalipse 14:7 . O mensageiro poderia ter dito simplesmente: "adorar o seu criador", mas que não seria um sinal de um método de seis dias de Criação. A necessidade crítica na hora de término para a alusão a sugerir o método de seis dias da Criação é abordado na seção de aplicação do ensaio. No entanto, a alusão completa sugere mais do que um conceito de seis dias de Criação.

O dilúvio bíblico


A alusão em Apocalipse 14:7 a Êxodo 20:11 termina com uma frase de foco notável ", fontes das águas." Será que estas palavras têm algum significado especial? A chave hermenêutica que pode desbloquear a importância desta frase parece ser a sua colocação em um contexto e configuração de julgamento: "temer a Deus e dai-lhe glória, porque a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez. . . molas [fontes] das águas "( Apocalipse 14:7, NASB ). A conexão imediata da expressão "fontes das águas" para uma definição julgamento precisa ter em mente continuamente ao longo da discussão seguinte.

A singularidade especial da frase ajuda a levantar questões que levem a uma compreensão mais profunda de seu significado. Porque a alusão na passagem de Apocalipse começa e continua como um paralelismo exacto verbal da língua em Êxodo 20:11 , a alusão pode ser dito para acabar com uma inigualável, assim, inesperado e surpreendente frase, "fontes das águas", não foi encontrado na passagem do Antigo Testamento. A questão central que confronta o intérprete parece ser: Se Apocalipse 14:7 c é uma alusão clara verbal paralelo à passagem do Êxodo, por que não o mensageiro, o anjo completa a alusão usando a frase esperada "e tudo o que neles há" ( NASB) encontrados em Êxodo 20:11 ? Por que o mensageiro quebrar seu método de paralelismo, inserindo o inigualável e voltados especificamente a frase "fontes das águas"?
A importância das inigualáveis ​​frase "fontes das águas" é realçada ainda mais ao notar que a sua partida em Apocalipse 14:7 a partir do texto em Êxodo 20:11 está em nítido contraste com o padrão bíblico estabelecido e ilustrado em outro lugar nas Escrituras quando os indivíduos se referem ao algum tempo para Êxodo 20:11 . Por exemplo, no contexto de descrever a bondade de Deus como aquele que define o prisioneiro livre, David (como o primeiro anjo de Apocalipse 14) articula as seguintes palavras exatamente como encontrados em Êxodo 20:11 : "Quem fez o céu ea terra , o mar "(NVI), mas termina por afirmar o esperado" e tudo o que neles há "a passagem de Êxodo ( Ps. 146:6, NVI ). Num contexto semelhante, crentes do Novo Testamento que expressa ação de graças pela bondade de Deus apresentada por Sua cura do mendigo coxo mencionam a mesma porção de Êxodo 20:11 e adicione a frase esperada "e tudo o que neles há" ( At 4 : 24 ) da mesma maneira como David. Mais uma vez, quando a cura de um coxo de Listra revela o poder de Deus, Barnabé e Paulo cita as mesmas palavras de Êxodo 20:11 e concluir a sua referência à passagem Êxodo com o esperado "e tudo o que há neles" ( Atos 14:08 , 15 ). Assim, podemos discernir um padrão típico usado por indivíduos bíblicos ao se referir a ou citando Êxodo 20:11 . Evidentemente, eles não se sintam em liberdade de se afastar da letra do quarto mandamento.
Notavelmente, a alusão em Apocalipse 14:7 toma um caminho diferente.

O padrão típico bíblica ilustrada acima é quebrado apenas em Apocalipse 14:7 . Qualquer alusão bíblica paralelo ou referência a Êxodo 20:11 que começa com as palavras "Quem fez" e atinge a palavra "mar" e depois continua depois que nunca se desvia do teor exato do Êxodo, exceto em Apocalipse 14:7 c . Por quê? É algo importante que está sendo comunicada teologicamente? É Deus, através do anjo, sinalizando alguma verdade, relevante teológica (s) por meio de uma alusão pouco fluido que de outra forma seria perdido se Êxodo 20:11 estavam a ser completamente, exatamente em paralelo?
O mais importante, por que nesta passagem do fim dos tempos Deus pode selecionar a opção "fontes das águas" para menção especial e não item de algum outro criado entre "tudo o que está neles"? A pesquisa independente de vários estudiosos podem, quando colocados juntos, contribuir para uma resposta teológica e geologicamente significativa para estas perguntas.

Estudioso da Bíblia David Aune indica que o termo "fontes" de Apocalipse 14:7 não se refere a construções artificiais, mas sim a fontes de água naturais decorrentes abaixo do solo. 3 Esta qualificação apóia a reivindicação em Apocalipse 14:7 que as "fontes das águas" eram realidades criadas por Deus e não por seres humanos.

Wilhelm Michaelis considera várias explicações possíveis para as "fontes das águas" mencionado em Apocalipse 14:7 . No final, ele se pergunta se eles provavelmente se referem ao "fontes do abismo" de Gênesis 7:11 e 8:02 . 6 Podemos acrescentar que, em caso afirmativo, isso sugeriria uma referência em Apocalipse 14 para o Dilúvio julgamento Gênesis conta dentro da passagem julgamento Apocalipse.

A possibilidade acima é tornado ainda mais plausível quando se considera que os p'gas palavra grega, usada em Apocalipse 14:7 para "fontes", também é usado para "fontes do abismo" ( Génesis 7:11 ), no versão grega do Antigo Testamento (LXX). Além disso, o conceito de "fontes das águas" é um conceito universal que incluiria as "fontes do abismo", que foram criados pela sabedoria divina ( Prov. 8:27 , 28 , 30 ) e foram arrombado com o dilúvio (Gén.7:11). Aqui o cenário julgamento dos Revelação 14 frase "fontes das águas" começa a revelar a sua importância.

Em sua tese de doutorado recente dissertação, intitulado Simbolismo da água em João: Uma interpretação escatológica, Wai-Yee Ng implica que, "John uso do simbolismo da água. . . envolve alusão implícita ao invés de citação explícita. "Ela observa que" A revelação é. . . preenchido com temas do Antigo Testamento, e os dois livros [Apocalipse e do Evangelho de João] se unem na formulação de uma tipologia que remete à criação ". 5 Estas conclusões convidam o leitor a buscar com cautela para o significado teológico possível, a alusão em Apocalipse 14:7

Quanto simbolismo específico de água em Apocalipse, Ng mostra que existem três grupos de "água" passagens no Apocalipse: ". Uma relacionada a calamidades, de um a promessa de salvação de Deus, e um para a consumação" 6 Ela indica que a referência ao fontes e nascentes de águas, Apocalipse 14:7

15 de fevereiro de 2012

As Três Mensagens Angélicas e sua Relação com a Doutrina da Criação

O ano de 1844 foi um ano importante. Os milleritas experimentaram o Grande Desapontamento, levando a um completo reestudo das profecias relacionadas ao segundo advento. A crescente compreensão da Bíblia que resultou daquele estudo levou ao estabelecimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Naquele mesmo ano, Charles Darwin completou um resumo de suas referências sobre a evolução através da seleção natural. Ele o chamou de um abstrato, mas era muito mais do que um livreto. Contudo, Darwin não publicou seu “abstrato” naquele ano. Em 1844 também, Robert Chambers publicou anonimamente o livro Vestiges of the Natural History of Creation. Esse livro especula abertamente sobre a possibilidade de uma mudança evolucionária em longos períodos de tempo. Foi dito que este livro causou maior impacto no público do que o livro de Darwin uns 15 anos depois. A reação do público foi tão intensa à obra de Chambers que Darwin segurou seu livro por mais 15 anos.

A ironia aqui é obvia: o nascimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia, com sua ênfase na criação bíblica em seis dias, coincidiu como a apresentação pública do pensamento evolucionário. Isto foi uma coincidência? Creio que não.
Os adventistas do sétimo dia se consideram comissionados a apresentar uma mensagem especial ao mundo, chamada “As Três Mensagens Angélicas” de Apocalipse 14:6-12. Nosso propósito aqui é explorar o significado dessas mensagens e sua relação com a doutrina da criação.
O Primeiro Anjo
O contexto de Apocalipse 14 indica um cenário escatológico, prensado entre a perseguição apresentada nos capítulos 12 e 13 e a “colheita” do final do capítulo 14. Os adventistas compreendem que as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 representam o movimento final preparando o mundo para a segunda vinda de Cristo. Os Adventistas do Sétimo Dia esperam desempenhar uma função importante na proclamação dessas mensagens. Consequentemente, precisamos compreender o que elas dizem.

Essas três mensagens estão em sequência, pois entre elas, existem elos subjacentes. Um elo é a doutrina da criação conforme foi registrada por Moisés; outro elo é a justificação pela fé. A igreja não pode alcançar êxito na pregação das três mensagens angélicas sem fé no relato bíblico da criação, que é fundamental para essas mensagens e indispensável para a nossa missão.

O primeiro anjo, (Ap 14:6) é descrito como tendo o “evangelho eterno”. O evangelho é as boas novas da salvação, que é necessário devido à queda do homem. A história da criação forma a base para compreender essa queda: “Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados” (Rm 2:12, cf 1 Tm 2:13-14).
A mensagem do primeiro anjo consiste em duas partes. A primeira parte é (parafraseada): “Temei a Deus e dai-lhe glória, por causa do julgamento.” Essa mensagem foi enfatizada no início da história do adventismo, nas doutrinas do juízo investigativo e executivo. A segunda parte é (novamente parafraseada): “Adorai Aquele que criou.” Na escrita hebraica, a mesma ideia era frequentemente expressa duas vezes, usando diferentes palavras. Este é um modo de enfatizar um ponto. A primeira mensagem angélica pode ser tratada com tal paralelismo:
Temei a Deus e dai-lhe glória, por causa do julgamento,
Adorai a Deus por causa da criação.
Temer a Deus é reverenciá-Lo, e implica a adoração:
“Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor?
Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.”
Apocalipse 15:4

O julgamento é um dos atos de justiça de Deus. Para muitos, a ênfase no julgamento não parece ser boas-novas. Porque deveríamos considerar a vinda do julgamento como “boas novas” (evangelho)? E qual é o relacionamento da criação e das boas novas? Vamos considerar estas perguntas ao examinarmos o paralelismo no texto.

“Temer” a Deus significa dar-Lhe reverência, ou adorá-Lo. Esta é a primeira parte do paralelismo. Deus é digno de adoração porque Ele é tanto Criador como Juiz. “Tu és digno, Senhor e Deus nosso,… porque todas as coisas tu criaste….” (Ap 4:11). Ser o Criador demonstra a autoridade de Deus e dá a Ele o direito (responsabilidade?) de julgar.

12 de fevereiro de 2012

ESTUDO DO CAPÍTULO 13 DO APOCALIPSE

Vejamos, para já, a maneira como este capítulo abre, ao indiciar uma ligação muito estreita com o capítulo anterior: - (v.1) - “E eu (João) pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres; e sobre os seus chifres dez diademas; e sobres as suas cabeças um nome de blasfémia. (2)- E a besta que vi era semelhante ao leopardo e os seus pés, como os de urso; e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, o seu trono e grande poderio” – Apocalipse 13 – . Já dissemos, em publicação anterior que, no original, a frase inicial do v. 1, não é - “E eu (João) pus-me sobre a areia do mar”, mas sim - “E ele (dragão) pôs-se sobre a areia do mar” a aguardar a vinda da besta que vem do mar.
Aqui estamos, desde já, perante um interessante pormenor já ventilado em publicação anterior, que é a coincidência dos animais aqui apresentados com aqueles que o profeta Daniel apresentou nas suas profecias. Vejamos como o vidente de Patmos descreve as diferentes partes que constituem este animal nosso conhecido. Comparativamente com a descrição anteriormente feita pelo profeta Daniel, aqui as diferentes partes que caracterizam este animal são apresentadas numa ordem inversa à de Daniel – cf. Daniel 7.4-6. A razão, como já conhecemos, é porque Daniel quando escreve, é contemporâneo do símbolo – o leão (Babilónia) –, descrevendo a seguir os símbolos dos reinos que ainda estavam no futuro, historicamente falando, em relação a Babilónia, isto é: - o urso (Medo/pérsia), o leopardo (Grécia) e o dragão (Roma). Por sua vez, João, neste momento é contemporâneo do símbolo do dragão (Império Romano – último símbolo). Aqui, João está a mencionar os símbolos, ao contrário de Daniel, neste caso, do presente (de João (o dragão) para o passado - (leão – 1º símbolo). Assim sendo, isto significa, repetimos que, no tempo de João – o leopardo, o urso e o leão – já pertencem ao passado.
Os aspectos interessantes destes primeiros versículos não se ficam por aqui. Nestes é dito também que “o dragão deu-lhe <à besta> o seu poder, o seu trono e grande poderio” - v. 2b. E o que é equivalente a esta besta? Sem sombra de dúvida – o chifre pequeno. Estamos aqui, portanto, perante uma mesma sequência quando comparamos os símbolos utilizados nas profecias destes dois profetas. Aqui é dito claramente que o dragão, que representa Roma imperial, dá à besta, ao poder que ela representa, o seu poder. No texto do profeta Daniel, de que cabeça ou poder, saiu o chifre pequeno? Claro, deste mesmo poder – do dragão – Daniel 7.8. E durante quanto tempo governou esta besta? Vejamos: - (v.5)- “E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfémias e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses. (6)- E abriu a sua boca em blasfémias contra Deus, para blasfemar do seu nome, do seu tabernáculo e dos que habitam no céu” – Apocalipse 13 – (sublinhado nosso). Perante estas palavras, apercebemo-nos que, não somente a mensagem é a mesma como também o período de tempo em que exerce o seu poder, vejamos: 1- profere blasfémias ou seja, ( - Daniel 7.8b,11,20); 2- agirá ao longo de , ou seja, = 3 1/2 tempos - Daniel 7.25. Aqui em Daniel, é verdade, não são referidos <42 meses>, mas a medida de tempo é precisamente a mesma! Esta medida de tempo, encontramo-la expressa de 3 maneiras diferentes: 1ª- 1260 dias/anos – Apocalipse 12.6; 2ª- 3 1/2 tempos - Apocalipse 12.14; Daniel 7.25; 3ª- 42 meses - Apocalipse 13.5. Aqui, uma vez mais, encontramos um paralelo com Daniel 7 e 8 – pois estamos, repetimos, perante o mesmo poder – o chifre pequeno. O texto continua: - “Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos” – Apocalipse 13.10. Aqui está profetizada a queda deste poder – o papado – após o período dos 42 meses (1260 anos), que terminaram em 1798. Este poder que levou em cativeiro, que matou, também seria levado em cativeiro e ferido mortalmente – tal como a História o confirma.
A Revolução Francesa aniquilou os sacerdotes utilizando um instrumento particular de morte – a

8 de fevereiro de 2012

JESUS O PRÍNCIPE DOS PROFETAS

JESUS O PRFESSOR E CUMPRIDOR DE PROFECIAS: Lucas 24:13-31
( Mc 16:12,13 )
13 E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.
14 E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.
15 E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles.
16 Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.
17 E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?
18 E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias?
19 E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo;
20 E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram.
21 E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.
22 É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro;
23 E, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive.
24 E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; porém, a ele não o viram.
25 E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!
26 Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?
27 E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
28 E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.
29 E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
30 E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu.
31 Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.

Vários profetas, em 500 anos, anunciaram que o Messias viria e deram detalhes que só foram vistos em Jesus.

Foram cinco séculos onde vários profetas do Antigo Testamento falaram sobre acontecimentos que ocorreriam na vida do Messias como ser traído por um amigo, ser vendido por trinta moedas de prata e outras profecias.

Profecias cumpridas em 24 horas:

1a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA TRAÍDO POR UM AMIGO
Cerca de 1.000 anos antes do nascimento de Jesus Cristo, o salmista Davi escreveu: “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar” (Salmo 41.9). Trata-se de uma profecia que teria o seu comprimento na traição de Judas a Jesus Cristo.

No Salmo 55, versículos 12 a 14, o salmista Davi torna a falar sobre essa traição: “Com efeito, não é inimigo que me afronta: se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia que se exalta contra mim: pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro, e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos, e íamos com a multidão à casa de Deus.” Esse amigo foi Judas, traidor de Jesus.

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
“Falava ele ainda, e eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele grande turba com espada e cacetes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. Ora, o traidor lhes havia dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse prendei-o. E logo, aproximando-se de Jesus, lhe disse: Salve, Mestre! E o beijou. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em Jesus, e o prenderam.” (Veja também Mateus 10.4; João 13.21).

2a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA VENDIDO POR 30 MOEDAS DE PRATA
Tendo iniciado o seu ministério profético 520 anos antes do nascimento de Jesus Cristo, o profeta Zacarias, inspirado pelo Espírito Santo, assim escreveu (Zc 11.12) na parábola do bom pastor (Jesus): “Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário, trinta moedas de prata.”
CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO

7 de fevereiro de 2012

A BESTA QUE EMERGE DO MAR

A besta do Apocalipse! O número 666! Coisas como essas têm amedrontado milhares de pessoas por centenas de anos. Vários foram os candidatos ao posto: Nero, Átila , Gengis Khan, Napoleão, Hitler. Afinal de contas, quem é a besta de número 666? E o que esse número significa? Em princípio, deve-se dizer que a identificação desse poder não pode ser feita de maneira arbitrária. A besta que emerge do mar deve ser interpretada sobre o pano de fundo das profecias de Daniel, as quais apresentam uma sequência das grandes potências mundiais desde a Babilónia até a manifestação do anticristo. Em segundo lugar, deve-se ter em mente que a profecia não está falando de pessoas, pois animais são símbolos de reinos e a besta é um animal. Então o anticristo não é um indivíduo e sim um poder que está em oposição a Cristo e a Seu povo. Ver Daniel 7:17 e 23. Para um melhor entendimento do presente estudo, aconselhamos a leitura das lições anteriores desta série.
Comecemos nossa análise com uma relevante declaração do apóstolo Paulo concernente ao anticristo: "Ninguém de nenhum modo vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia, e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus." II Tessalonicenses 2:3 e 4. "Isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia". A que se refere o apóstolo? Mediante a leitura dos dois versos precedentes, observa-se que a referência é à volta de Jesus; isto é, Cristo não virá sem que antes ocorra a apostasia, cujo resultado é o aparecimento do poder denominado de "homem da iniquidade" e "filho da perdição". Apostasia é o afastamento da verdade; portanto, a Igreja de Cristo deveria experimentar um declínio espiritual. Isso resultaria no surgimento do anticristo que se estabeleceria no santuário de Deus. Paulo não está falando aqui de um templo literal, mas do próprio Cristianismo. Vejamos o que ele mesmo escreveu em Efésios 2:20 e 21: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor." Assim, Paulo estava prevendo que uma apostasia generalizada promoveria o advento de um poder que se estabeleceria dentro da própria Igreja Cristã, querendo ocupar a posição de Deus na terra. Com essas informações em mente, debrucemo-nos sobre o livro de Apocalipse e vejamos o que mais é dito acerca desse poder.
A BESTA QUE EMERGE DO MAR E O ANTICRISTO.
"Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfémia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso, e boca como boca de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade." Apocalipse 13:1 e 2. Esse verso possui uma abundância de detalhes que muito pode nos auxiliar na identificação do anticristo. Tentemos descodificá-lo:

a) Mar representa multidões (Apocalipse 17:15) e parece ser um símbolo do velho mundo euro-a

1 de fevereiro de 2012

O ATAQUE À LEI DIVINA.

 
Se você perguntar às pessoas na rua quais são os Dez Mandamentos da Santa Lei de Deus, é provável que a maioria responda que não se lembra. Alguns conseguirão citar este ou aquele mandamento. Poucos saberão dizer um por um dos mandamentos e, mesmo assim, é quase certo que a resposta apresente notável diferença em relação aos preceitos expostos na Bíblia. Confira você mesmo:
 
Os Dez mandamentos que parcela da população professa conhecer não são exatamente os preceitos que constam nas Escrituras Sagradas. As Escrituras ordenam a santificação do Sábado e não do primeiro dia da semana. Teria alguém ousado efetuar alguma mudança? Parece que sim e o surpreendente é que já havia uma profecia bíblica alertando sobre um possível ataque à lei divina: "Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos por um tempo, dois tempos e metade dum tempo." Daniel 7:25. Vejamos como o desenrolar dos acontecimentos conduziu ao cumprimento dessa predição.
Fixemos, em princípio, nosso olhar no primeiro século da Era Cristã. Nessa época, a veneração aos deuses greco-romanos estava em decadência e outros cultos ganhavam a simpatia do povo. A partir das guerras púnicas, muitos cultos estrangeiros foram introduzidos em Roma e admitidos com ampla tolerância, como o de Mitra, de origem persa, e o de Ísis, egípcio, além do monoteísmo hebraico. O deus Mitra estava associado ao disco solar e o seu culto se desenvolveu no seio do Império lado a lado com o Cristianismo. Nesse ponto, vale ressaltar a influência que o povo hebreu exerceu, pois seu monoteísmo era mais lógico ao espírito "iluminado" dos gregos e dos romanos do que a adoração aos antigos deuses, como Zeus, Hera e Afrodite. Assim, absorvendo certa porção do culto a um único deus, o mundo greco-romano se inclinou a prestar honras ao "Invencível deus Sol", isto é, a Mitra. Dessa forma, uma espécie de monoteísmo já se desenvolvia dentro de Roma, sem, contudo, a aceitação do Deus de Israel. E o dia especialmente dedicado às festividades em homenagem ao Sol era o primeiro dia da semana, denominado naquele tempo de "dies solis" (dia do sol).
Nessa mesma época, tendo fundado a Igreja Cristã, Jesus enviou Seus discípulos a evangelizar as